Vermelho sangue no colorido verde e amarelo.

Segunda, 27 de Abril de 2009

Obs: Antes de começar, vale ressaltar que o texto é uma resenha que fiz para a faculdade e que gostei bastante. Fica a recomendação para o filme, que apesar de antigo, realmente é muito bom!

A verdade nua e crua. Esse é um termo deveras clichê e exageradamente insuficiente para descrever a história contada no filme Zuzu Angel, dirigido por Sérgio Rezende e escrito pela real história brasileira durante a ditadura militar.

Zuzu Angel, personagem real interpretada no filme por Patrícia Pillar, foi uma importante estilista brasileira que se tornou famosa pelo seu trabalho. O auge de sua carreira foi marcado por grandes conquistas, mas também pelo desaparecimento de seu filho Stuart Angel, interpretado por Daniel de Oliveira.

Após um telefonema anônimo, Zuzu descobre que seu filho fora preso pela repressão durante uma manifestação do Movimento Político Estudantil de cunho socialista do qual Stuart fazia parte. Reconhecida e influente na sociedade, Zuzu Angel inicia uma árdua procura pelo seu filho, durante a qual percebe a hipocrisia dos militares em afirmar que nunca haviam visto Stuart, e que ele jamais fora preso.

Obviamente, o desespero toma conta dessa mãe cujo sentimento de justiça torna-se seu maior incentivo. Zuzu usa todos os seus contatos e sua influência para desmascarar um sistema político de repressão e torturas sanguinárias que mataram seu filho de forma cruel e desumana.

Zuzu Angel é um filme que não passa despercebido, tampouco a falta de ar ao mergulhar na história e adentrar instintivamente pelos poros da personagem, a qual deixamos de acompanhar para definitivamente vivenciar. A angústia de uma mãe que em certo momento deixa de lutar pela morte do filho. Quer o seu corpo.

Uma história impressionante com o poder de arrepiar até mesmo o público mais frio. Uma realidade que envergonha nosso país mas prova que, infelizmente, sem sangue e suor, nada pode mudar.

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Minha história, sem muita história.

Terça, 21 de Abril de 2009

Para que o leitor consiga entender minuciosamente minha relação com a leitura e a escrita, decidi detalhar a história desde o princípio.

Tudo começou por volta de 3.200 a.C., quando titio inventou uma forma peculiar de comunicação. Em carinhosa homenagem a ele, minha querida e submissa tia Rita batizou esse negócio de “escrita”, uma abreviação de “escravo da Rita”.

Cerca de 206 gerações após meus pais usavam a leitura, uma já famosa forma de interpretação da escrita, para aprender como fazer para afogar o ganso, molhar o biscoito, jogar xadrez, tirar o atraso, trocar o óleo, amassar o capô do Fusca. Não necessariamente nessa ordem e de uma só vez, mas no final das contas e alguns anos depois, o resultado disso foi eu.

Nunca tive uma relação de amor com a leitura. Não por falta de vontade, pois eu renovava várias vezes os livros que retirava na biblioteca. Só não os lia, mas seguidamente dava o primeiro e importante passo de retirá-los. Mas sempre gostei de ler assuntos das mais diversas áreas; das linguagens de programação ao espreguiçar das formigas pela manhã, interessante fato que realmente ocorre no mundo animal.

Em compensação, escrever sempre foi uma aptidão e uma paixão. Algo que para mim é fácil e simples, à exceção das nomenclaturas existentes no estudo da língua portuguesa e outro idioma qualquer. Sei empregar e respeitar a grande maioria delas, mas não me peça para criar uma oração coordenada sindética adversativa ou analisar a estrutura morfossintática de um período. Eu sou péssimo de terminologias, mas meu vocabulário chulo vai muito bem, obrigado.

Até hoje sigo escrevendo, como hobby em meu blog, ou como obrigação em meu trabalho. Confesso que meu hobby fica deveras melhor que meu trabalho, mas na frente do meu chefe nego a informação até a morte. E felizmente aprendi a fazer isso de forma bastante convincente, tudo com ajuda da leitura.

Mas foi nos últimos anos que venho desenvolvendo realmente um gosto pela leitura de livros. E como eu já desconfiava desde o colégio, bastou dar o primeiro mais um segundo passo: começar a ler. A maioria dos livros que leio são direcionados ao meu trabalho e ao meu estudo, mas consegui um tempinho para descobrir quem raios é Harry Potter e para saber como Roberto Justus conseguiu um topete bonito como ele tem. Afinal de contas, eu também sou filho de Deus e mereço um topete daqueles.

Enfim, o futuro dessa história agora terá que ser escrito em um modo subjuntivo. A esperança, claro, é que meus hábitos de leitura e escrita evoluam cada vez mais, criando o futuro mais-que-perfeito. Isso, claro, se o novo acordo ortográfico me deixar tranquilo, seja com ou sem o trema do mal.

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É Busha.

Quarta, 3 de Dezembro de 2008

Confissão nº 1: apesar de prometer, eu simplesmente esqueci de postar ontem. Força do não-hábito.

Confissão nº 2: ao menos eu lembrei hoje, mas juro que até agora eu não fazia a mínima idéia sobre o que escrever.

Confissão nº 3: agora eu sei.

A idéia do post surgiu do Jornal Nacional, ao qual eu estou(ava) assistindo. O âncora disse mais ou menos assim: após 8 anos fazendo merda, digo, de mandato, o guerrilheiro, digo, presidente Bush assumiu que a maior diversão, digo, o maior erro da presidência foi brincar junto, digo, acreditar no Serviço de Incompetência, digo, Inteligência que acusou o Iraque de ter armas de destruição em massa.

Ah, bom. Esses dias ele mandou tirar as tropas americanas de lá, e agora ele larga um “pô, foi mal”. Resolveu dar uma de bonzinho, coincidentemente agora que o Obama, digo, a oposição vai ocupar seu cargo. Não fosse seu recorde de popularidade, a mais baixa de toda a história moderna dos EUA, eu até acreditaria.

Mas como é que fica agora os 150 mil militares iraquianos mortos? E porque não, os 4 mil militares americanos? E o Sadam, que apesar de sua ditadura e do bando de gente morta, foi enforcado por “mais essa atrocidade”? Afinal, o desnucaram por isso, e não pelas mortes lá na década de 80, sua real acusação.

Todo mundo erra, sim. E todos merecem uma segunda chance. Mas tenho certeza que se eu matasse não 150 mil, mas apenas uma centena de incompetentes da Casa Branca e Serviço de Inteligência, eu não estaria aqui pra escrever esse post. E nem adiantaria eu dizer: “em meus 24 anos de existência dentre todos vocês, eu assumo que meu maior erro foi ter puxado o gatilho daquela metralhadora, sem querer, contra algumas pessoas que poderiam pensar em me bater!”.

Nessas horas é que eu acabo preferindo trocar merda por bosta. Fazer merda é pior que fazer bosta nenhuma. Porque aí fica como o ditado, não fede nem cheira.

É, minha gente… Continuando com ditados, a gente vai morrer e não vai ver tudo.

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Administração do Tempo

Terça, 25 de Novembro de 2008

Tempos modernos é isso aí. Além de todos nós precisarmos saber administrar trabalho, faculdade, vida pessoal e tudo mais, agora tem essa de saber administrar o tempo. Essa coisa teológica definitivamente não me agrada muito. Muito pelo contrário, me deixa mais embananado ainda. Se reinvidicamos por um dia com mais de 24 horas, é provável que ninguém chegue ao final em sã consciência. Por outro lado, fazer tudo o que precisa ser feito no mesmo período de tempo é humanamente impossível.

Aí entra a tal administração do tempo. Como se não bastasse a administração do tempo tem que ser feita ao mesmo tempo da administração do trabalho, da faculdade, da vida pessoal e tudo mais também. Eu, que escolhi a Publicidade pra ficar bem longe da Administração, sou obrigado a administrar mesmo sem participar de um workshop. Agora até já estou gostando. Não surpreso, nosso ensino está tão atrasado que não inclui Administração do Tempo no currículo, mas mantém Religião (católica), mesmo com todo mundo virando budista e/ou dançando o Créu na terceira série, e na velocidade cinco.

Toda essa conversa fiada também quer dizer que, quem sabe, pela vez número dúzia, eu vou tentar atualizar isso aqui mais frequentemente. Vai funcionar assim: dizem que para criar um hábito, é preciso fazer algo repetidas vezes. Dizem também, na administração do tempo, que temos que classificar o que precisamos fazer por ordem de importância e urgência, e algumas vezes precisamos sacrificar algumas coisas em prol de outras. Pois bem. Estou decidido a dedicar minhas segundas-feira a atualizar o blog. Eu costumo ler todos os dias depois da aula, mas segunda vai ser o dia de praticar a escrita, que também é super importante e eu adoro.

As coisas têm que ser mudadas aos poucos, e quem sabe estou dando o primeiro passo. Quem sabe ainda fico muuuuuuito animado e escrevo mais uma vez essa semana. Quem sabe um post um pouco mais decente. Quem sabe o tempo sabe. :)

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Rapidinha

Quarta, 6 de Agosto de 2008

Onze e meia da noite. Volto da faculdade para a agência, para mais um bocado de trabalho. Antes, uma passadinha no banheiro para necessidades fisiológicas 1 e 2. Como é de praxe, pego a Meio e Mensagem para aproveitar o tempo “ocioso”. Tempos modernos é isso. Agora me deparo com um dos anúncios da W/Brasil, que já vêm me chamando atenção há algumas edições. Sempre admirei Washington Olivetto como publicitário (redator), e esse anúncio quebrou tudo, principalmente pelo texto que não é apenas um “vem pra cá você também”, mas algo pra se pensar.

Parabéns para o Washington. Ou, pra não fazer injustiça, para o autor do texto também.

Título:
Se sua agência nunca erra, entregue sua conta para a W/Brasil.

Só um erro pode salvar sua marca.
Erros nos fazem avançar.
Estar sempre certo significa que você não corre riscos.
Que não inova.
Isso é o contrário de ser criativo.
Quem não corre riscos está preocupado em manter o que tem.
Só que essa é a maneira mais rápida de perder tudo.
A publicidade segura morreu de velha. Foi embalsamada pelos guardiões das regras de marketing.
Eles são jovens, mas estão cheios de passado.
Inventam pesquisas para justificar a mesmice e o cansaço de idéias.
Sua marca não precisa de gente que faça as coisas certas.
Precisa de frio na barriga.
Porque só quem se permite errar pode mirar no impossível.
Todos os dias, a W/Brasil busca incansavelmente o erro.
E é assim que ela, orgulhosamente, faz da propaganda brasileira uma das melhores do mundo.

Clap, clap, clap! =)

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O Novo X da Questão

Terça, 29 de Julho de 2008

Eu gosto de conhecer coisas novas, seja lá o que for: comidas, lugares, esportes, programas e/ou bandas. E quando eu vejo alguma dessas coisas que valem à pena ser comentadas, obviamente eu vou comentar, e claro, do meu jeito. E é por isso que hoje eu vou falar sobre uma nova banda que ganhou meu respeito, a X-Positivo. Uma gurizada nova e com cacife pra brigar com muita banda xumbrega que tá fazendo o maior sucesso por aí.

Como já virou prache comentar, a banda começou como Hipertensão, e por mais curiosidade que eu tivesse em ver algum show dos caras, nunca rolava, por um motivo ou outro. Pois bem, a banda encontrou alguém que resolvesse apostar no talento (verdadeiro) da gurizada. Tudo bem que esse alguém ainda não me inspira muita credibilidade, mas tem contatos e noção de como fazer as coisas, o que é deveras melhor que a banda ficar só pelas casas da cidade. Contudo, a primeira impressão não é a que fica.

Com essa mudança, a banda fez um evento de inauguração e mostrou, ao vivo, o seu potencial. E foi ali que nasceu minha admiração. Músicas boas, bons instrumentistas, vocalista e presença de palco ducaralho. Tudo isso bem aqui pertinho e, por enquanto, de graça.

Mas como nem tudo é perfeito, a produtora fez sua cagadinha. Nas músicas para o CD Demo, o editor de som quis mostrar que sabe fazer efeitinhos. Deixou tudo meio mecânico e o vocalista perdeu seu timbre original de voz que é ótimo. Ou seja, se você gostar do som que até o momento está no site para baixar, vai adorar assistir o show dos caras ou escutar as músicas numa próxima remessa mais decente.

Abaixo, coloco um vídeo do show que citei, feito pela equipe do Parâmetro da Festa. Uma provinha pra marcar o primeiro passo da carreira desse pessoal que sem dúvidas vai ir além das bandinhas xumbregas que andam por aí.

Sucesso, gurizada! Vocês têm carisma, talento e humildade. Agora é botar o pé na estrada e fazer a nossa música muito mais feliz!

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Caralho.

Terça, 8 de Julho de 2008

Quanta gente burra nesse mundo. A começar comigo, que não atualiza o blog há tanto tempo. Fico brabo comigo mesmo por isso, mas enfim, tenho que tentar me reorganizar pra voltar a postar mais frequentemente. Mas ainda tem gente mais burra que eu. A polícia, por exemplo. Eu não vou generalizar, mas o geral tá decepcionando mesmo, putaqueopariu! É assistir o jornal e ver quanta burrada eles estão fazendo, por aí. Sem comentários. Ou vários deles, mas se começar a falar especificamente disso, não paro mais.

Tem outros tipos de burrões também. Por exemplo, um pangaré andou tomando anabolizante veterinário pra ficar gostosão. Vai ver ele percebeu que era um pangaré mesmo, e comprou o produto mais adequado. Ah, fala sério! Se esses negócios fizessem crescer o pinto, vá lá, ele ainda poderia ter um “motivo” pra se explicar: ele era casado e o microbingulin poderia atrapalhar, ou melhor, nem isso. Mas essas porcarias só fazem a criatura se transformar em um balão, bem inchado. E o gostosão ainda gostava de exibir seus “músculos”. Imbecil! Só fico com pena dos pais e esposa, que apesar de ter um filho/marido burro, era da família. Ainda com a pequena diferença de que os pais, coitados, não puderam escolher.

Tem ainda um outro burro que aprova uma lei contra si. É a tal da Lei Seca, coisa mais ridícula. Mais ridículo ainda é ver que até os padres estão tendo que mudar seus hábitos pois o gole de vinho que eles tomam durante a missa já é considerado um absurdo pela lei. E pior, galera que usa antiséptico bucal tá ferrada, pois um bochecho já fica no limite do permitido. Ou seja, se você tiver comido um bombom de licor antes de escovar os dentes e usar o antiséptico, É CANA na hora!

Falando em cana, é daí que vem o que o burro mais gosta: a caninha, cachaça, mé, martelinho… Só que ele pode beber uma dose e mandar o motorista para o Palácio da Alvorada, às custas de uns 190 milhões de pessoas. E o cara responsável que gosta de beber um choppinho decentemente, tem que ir preso ou pagar táxi, às custas de um salário mínimo. Bom, muito bom! Como sempre são os bons que levam por outros burros, e eu sinto isso na pele. Paciência, o mundo é mau.

O título foi meio pesado dessa vez, mas não havia outro melhor. Foi exatamente o que eu esbravejei quando vi cada notícia dessa. Desculpa, galera, mas todos vocês são grandinhos o bastante pra ler esse tipo de expressão, né? Mas o blog é sem censura, em todos os sentidos! ;)

Grande abraço!

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Vergonha de Postar

Terça, 1 de Abril de 2008

Hoje vamos falar sobre vergonha. Isso mesmo, algumas coisas que nos fazem sentir vergonha. Ficar dois meses sem atualizar o blog, por exemplo, me faz ficar morrendo de vergonha, até de postar denovo. E eu nem vou dar motivos que me levaram a ficar esse tempo com o blog desatualizado, porque a cada post eu dou uma desculpa, verdadeira, mas diferente. Mas, como bom brasileiro, sempre acredito que as coisas vão melhorar e eu vou conseguir deixar vocês mais frequentemente felizes. Não que vocês se sintam felizes quando eu escrevo um post, mas EU fico feliz, então VOCÊS TÊM que ficar felizes porque EU tô feliz. Entenderam o esquema, né? É simples!

O ponto bom de ficar todo esse tempo sem atualizar é que, pra quem não acompanha seguidamente o blog, basta ler o post anterior a esse para lembrar que eu tinha escrivinhado que havia uma coisinha para contar. Essa “coisinha” é pequenininha mesmo, mas a lenda de que os melhores perfumes estão nos menores frascos se aplica nesse caso. E nem venham fazer gracinhas dizendo que os piores venenos também. Minha “coisinha” tem nome, sobrenome, um rostinho lindo, personalidade forte, sorriso encantador e, graças à Deus e a mim, é do sexo oposto ao meu. Ah, e é claro, o motivo maior da minha felicidade. =)

Na faculdade peguei umas cadeiras bacanas. Bem, com exceção de Filosofia da Comunicação, que é um pé no saco, ao menos por enquanto. Comunicação Visual é bacana, a professora é bastante receptiva e o conteúdo legal, mas tô achando muito básico e não consigo me interessar muito. Resumindo, por enquanto tá quase um saco. A parte boa é que tem uns trabalhinhos de criação pra fazer. Mesmo que simples, servem pra exercitar um bocado.

O trabalho tá indo de vento em popa. Tem bastante trabalho e em alguns dias eu quase enlouqueço, mas tudo tende a entrar num ritmo mais normal. Isso porque contratamos a Lica, minha irmãzinha (ou quase isso), para trabalhar fazendo atendimento e os trabalhos que nos roubam mais tempo. Como a gente já se conhece há bastante tempo, tudo flui muito melhor também. E, em última mão, estamos contratando mais uma figura para a criação. Aí sim, provavelmente voltarei a postar aproveitando o horário do almoço. Coisa boa! ;)

Falando em horário de almoço, o meu terminou, tenho que voltar pra correria. É hora de dar tchau!

Tchau!

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Feliz Ano Novo!

Segunda, 28 de Janeiro de 2008

Ho, ho, ho! Feliz Natal! E um próspero ano novo, cheio de realizações!

Pois é, acho que cheguei meio atrasado. 28 dias, pra ser mais exato. Mas desejos de felicidade nunca são demais. Por falar em felicidade, eu ando muito feliz ultimamente, literalmente. Algumas vezes saio sorrindo pela rua, mas até aí, tudo muito normal pra alguém com o meu grau de insanidade. Dá uma vontadezinha de dar uns saltinhos no estilo “singin’ in the rain”, mas eu acho que estranhariam esse comportamento, não sei porquê. Melhor evitar ganhar um passaporte pro hospício. Mas a vontadezinha continua ali, a todo vapor.

Eu estou feliz por muitas coisas estarem dando certo. Mais um tempinho, e eu acho que dá pra contar a quem ainda não sabe. Emendando, eu quero dizer que estou um tanto chateado. Não precisava misturar os dois sentimentos aqui no mesmo post, mas eu acho pertinente. Coisa passageira, mas afinal, esse blog foi feito pra eu desabafar e falar tudo que é merda que eu penso.

Sempre recebi elogios sobre os meus textos, tanto no blog como no trabalho, no jornal e na faculdade. Pode ser uma mega equipe superorganizada e eu posso estar no meio de uma espécie de Show de Truman. Mas eu não acho que escrevo mal também, pelo contrário. Aliás, eu sei que faço bem simplesmente pelo prazer que eu tenho em escrever.

O negócio é que eu não tô conseguindo fazer isso ir pra lugar algum. Tá sempre tudo aqui nesse mundinho, com poucos, porém importantes leitores. Mas é por vocês também que eu revolto. Porque vocês também ficariam felizes em me ver cada vez mais inspirado. E parte da minha inspiração pode vir ao saber que tem bastantes pessoas lendo meus textos. Talvez esse seja um sonho que está surgindo e tem muito a florescer, mas eu já tô sentindo essa (imensa) vontade.

Putaqueopariu, quando é que tudo o que eu me esforcei pra aprender e desenvolver até hoje vai começar a dar pequenos frutos? Não tô dizendo que tô pronto, mas sinto talento sobrando pra colocar em lugar nenhum. Hipocrisia? Pense o que quiser. Me considero apenas um cara que sabe reconhecer suas próprias virtudes, com um bocado de ambição.

Melhor pensar no que tem sido bom.

I’m siiiiinging in the rain… Lá rá, lá rá, lá rá… :)

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Comidas de Longo Prazo (E Curta Duração)

Quarta, 19 de Dezembro de 2007

Algumas comidas são muito mais gostosas no dia seguinte ou até mesmo alguns dias depois. Tem dondocos e dondocas por aí que não comem, afinal, depois que a comida deixou a panela ou a travessa de vidro e tocou um pote de plástico, já não presta mais. Pode ser até Tupperware, não adianta. Eu acabei de comer uma massa que fiz sexta feira (5 dias?) e tá maravilhosa, melhor que no dia em que fiz. E aposto que não vou ter nenhum ataque espasmódico ou coisa que o valha.

Mas nem sempre fui assim. Nem tão nojento quanto talvez vocês acabaram de pensar. Eu tinha várias frescurinhas que hoje não tenho mais, graças a Deus. Ou à vida de morar sozinho. Esses dias mesmo comi um cacetinho (traduz pro gauchês, pessoal, sem malícia) que tava embaladinho, lá em cima da mesa, há uma semana mais ou menos. Claro, tava duro que nem pedra, mas comi como torrada, sem mesmo torrá-lo. Quem diria, há quatro anos atrás, que eu faria uma coisa dessas? Mas não tô nem aí mais.

Voltando às comidas que ficam melhores nos dias seguintes, podemos citar a lasanha. Putz, lasanha no dia seguinte é o luxo. Quase dá pra comê-la fria. Se for de frios, dá. Chega em casa com fome, tem ali os pedacinhos cortados de lasanha, como bolo. Nhac! Já era o pedaço de lasanha, ou a lasanha inteira, para os mais esfomeadinhos.

Bolo de macarrão também. Ô coisa boa de comer nos dias seguintes. Claro, vale à pena ter um pouco de bom senso e tomar cuidado para comidas que levam creme de leite, ovos, essas coisas. Eu fiquei desfrescurado, não burro. Aliás, nem digo desfrescurado, mas passei a perceber como é bom algumas simplicidades da vida. Não sei se isso é um sinal de evolução ou velhice. Ou os dois, quem sabe.

E churrasco? Bom, esse eu não acho tão bom quanto saindo da brasa, escorrendo, suculento. Mas e um carreteiro no dia seguinte ou à noite? Putz, não tem melhor. Se sobrar uns ossinhos com carne, melhor ainda, dá pra fazer um caldo de carne show de bola. Uma vez eu fiz dessa, lá em Minas. Pedi pro açougueiro uns ossinhos e ele me olhou com cara de sol e disse: “- Ahn?”. Eu disse: “- É, essas carnes que a gente compra pra dar pros cachorros”. Quase zombando da minha cara ele tirou da geladeira um osso do meu tamanho e mostrou: “- Assim?”, enquanto eu retrucava: “- Tá perfeito, é isso aí”. Ele cortou tudo em pedacinhos e nem quis me cobrar. Quase passei por idiota, mas fiz o meu caldo de carne caseiro e o carreteiro de churrasco ficou uma maravilha.

Sei lá mais o quê colocar de “comidas que ficam melhores no dia seguinte”. Mas você certamente tem alguma que aprecia. Se ainda não, comece a experimentar essas que citei. Pode apostar que você se tornará adepto(a) dessa mania, talvez de pobre, mas que nos dá prazer, e é isso que importa.

Acabei de comer minha massinha, vim escrever o post e o sono tá batendo. E o calor ainda ajuda nessa busca pelo ócio. Praia, férias, viagem… Melhor voltar à realidade…

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