Ahhhhhh… Finalmente, final de semestre. Os trabalhos já eram, as provas também. Já tô me sentindo de férias. Isso não significa que terei mais tempo livre pra fazer sei lá o quê, pois aí, o que acontece é que eu fico trabalhando ao invés de estudar.
Esse semestre foi phoda. Peguei uma cadeira de psicologia que foi um saco, exatamente ao contrário do que eu imaginei que seria, pois eu adoro psicologia. O trabalho que a danada nos deu também foi um saco, mesmo com o tema à nossa escolha. Ainda inventei de pegar uma outra cadeira, lá dos últimos semestres, porque tinha achado o nome muito interessante. Aí sim…
Carinhosamente atribuí ao professor o apelido-adjetivo “demente”. Logo na primeira aula saquei que a cadeira seria puxada, pra não dizer outra coisa. Aí apareceu um trabalho pra fazer, em grupo. Todo mundo sabe como é trabalho em grupo na faculdade, né? Nem vou comentar. Mifu, mas deu tudo certo.
Depois desse trabalho, teve a segunda parte. Aí sim, todo mundo sifu, uns mais, outros menos pra não fugir da regra. Leitura de livro, pesquisa de mercado, avaliação de público alvo, conceituação e criação do produto e a mesma coisa pra propaganda, embalagem, relatório final e estande que teve que ser montado de verdade durante uma feira criada especialmente para a ocasião, com apresentação de todos os trabalhos concorrentes.
Nessa suruba toda eu acabei levando ferro também. Frase gay, mas como eu não tô nem aí pro que os outros pensam, digo ainda que gostei e aprendi muito com isso. Pude superar algumas dificuldades, treinar minha liderança e sentir na pele como é fazer o desenvolvimento de um produto com todas as suas questões estratégicas. Claro, de uma forma bem mais amadora do que seria em uma prática de verdade, com empresas e produtos de verdade. Mas foi demais.
No dia seguinte ao primeiro trabalho da matéria cheguei na agência e disse que, se não tirasse 10 nessa cadeira, seria um mico de circo. Que merda, sou um mico de circo com 9,6 de nota final. Voltando ao Demente, digo, ao professor, eu nunca tinha visto um sistema tão detalhado de avaliação dos alunos. Fantástico. Cada um sabia exatamente o que devia fazer, e não era muito, a cada aula. Nem prova tinha. Se participou, ganhou nota e foi bem. Não cumpriu, se ferrou. Ou seja, ao mesmo tempo que era extremamente simples, acabava sendo “difícil” se os alunos não se empenhassem um pouquinho a cada aula. Isso obrigava todos a participarem, trocarem idéias e discutirem os pontos de vista. Adorei.
Parabenizei o Demente como ele realmente mereceu. E não tô fazendo nenhum puxassaquismo, até porque eu não tenho a mínima necessidade disso, já que minha nota já foi dada, e ele (infelizmente) não dará mais aulas na faculdade. Que merda denovo, pois tá precisando de profissionais assim por lá. De teoria pura sem prática já me basta o ensino médio e fundamental. Faculdade tem que ser ação, preparação pra meter a cara no mercado, onde tá todo mundo dando socos e pontapés sem olhar pra onde. Aliás, nem digo mais preparação, pois grande parte já está inserida no mercado. A faculdade tem que fazer a adequação de seus alunos, abrir seus olhos pra que ele consiga estar diferenciado o tempo todo e chegue ao final do curso bombadão, botando o dedo na cara de concorrente que vai ficar com medinho, sim. E não venha me dizer que depende só do pobre coitado.
Nem vou começar a entrar nessa discussão porque, especialmente esse assunto, me revolta. Não quero uma instituição que fique passando a mão na minha cabeça, dê tapinha na bunda e nota boa só pra sair mostrando o histórico lá no final. Parece até um presidente companheiro que a gente conhece, de um país aí pelo mundo. Quero sim, uma faculdade tipo Capitão Nascimento, que abra os olhos, deixe você se f*&%#, porque é aí que a gente aprende. Uma faculdade que bata na cara até que você aprenda a apanhar e tenha coragem de revidar com mais força ainda. Eu é que não tenho medo disso. De fracos e incompetentes o mundo tá cheio.
Tá com medinho? Pede pra sair.